Carta em defesa da democracia

 

Pela convocação imediata da Assembleia da ADUnB para deliberar sobre todas as questões controversas que envolvem o plebiscito sobre o método de eleição para Reitor da UnB

Na condição de membros da comissão eleita em assembleia geral da ADUnB para conduzir o plebiscito entre os professores sobre o método de eleição para reitor da UnB, vimos a público relatar os últimos acontecimentos e manifestar nossa completa inconformidade com os métodos autoritários utilizados pela direção da ADUnB na condução deste pleito.

a) ao cancelar unilateralmente a assembleia marcada para esta sexta-feira, dia 30 de março de 2012, a direção da ADUnB decidiu desrespeitar a decisão consensuada na última reunião do Conselho de Representantes e retirar da categoria o direito de deliberar democraticamente sobre a solicitação que foi feita ao Conselho de Representantes pelo DCE e pelo Congresso do SINTFUB, que reivindicam o adiamento do plebiscito para que todos os segmentos da comunidade universitária possam realizá-lo na mesma data. Com o cancelamento da assembleia, a categoria foi também privada do direito de deliberar sobre o enunciado da cédula de votação, e todas as demais questões pendentes sobre o encaminhamento democrático do plebiscito.

Por isso, vimos a público apelar à direção da ADUnB que respeite a decisão do Conselho de Representantes da ADUnB e convoque a Assembleia Geral dos Docentes para a próxima segunda-feira, a fim de que os professores possam deliberar sobre as diversas divergências existentes quanto à condução democrática do plebiscito.

b) Na prática, durante todo o seu funcionamento até o momento, a comissão jamais foi empoderada de fato, e tornou-se uma mera correia de transmissão da direção da ADUnB. Não havia atas de registro das reuniões da comissão e as decisões nela tomadas só foram postas em prática caso fossem de interesse da direção da ADUnB. Ao invés de funcionar com base no zelo comum de seus membros pela observância de todos os preceitos democráticos que envolvem o plebiscito, a comissão tornou-se um espaço em que a direção da ADUnB manda e desmanda, arbitrariamente, sobre todos os assuntos relativos à condução do plebiscito.

c) a democracia exige a livre circulação de ideias e o mais amplo direito ao debate democrático. Infelizmente não foi isso que ocorreu. Como já havia ocorrido em outras oportunidades, a direção da ADUnB retomou a prática de reservar para si a prerrogativa de decidir arbitrariamente, de acordo com suas próprias concepções, o que deveria e o que não deveria ser publicado e divulgado nos canais de comunicação de nossa seção sindical.

Por todas as razões aqui sumarizadas, nos retiramos, em protesto, da última reunião da comissão eleitoral e não assinamos sua ata – na verdade a primeira e única ata de registro das escassas e precárias atividades da comissão até agora. Assim, por meio desta carta, exigimos publicamente da direção da ADUnB a imediata convocação da Assembleia Geral dos Docentes para deliberar livre e democraticamente sobre todas as questões relativas ao plebiscito.

Rodrigo Dantas (FIL-IH) e José Eduardo Martins (IF)
Membros da Comissão Eleitoral do Plebiscito

 

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Comité Pró-Paridade em ação na UnB por eleições paritárias para reitor. Todo mundo vale o mesmo peso!
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